Jornal O Cromo completa 25 anos

Um dos jornais mais antigos da cidade e o primeiro periódico colorido comemoram um quarto de século desde sua primeira edição impressa

Histórico: capa do 1º jornal publicado há 25 anos, quando ainda levava o nome de “Paulínia em Foco” (à esquerda); Relíquia: uma das capas do jornal falando sobre a explosão da Replan em 1994 (à direita)

Da Redação
Fotos: Camila Barros | Divulgação/Cromo

Com o slogan ‘Retrato Autêntico’ de Paulínia, o Jornal O Cromo honrou o nome por longos anos. Hoje, com periodicidade especial, ainda é um dos jornais mais lembrados da cidade e lido com atenção por quem quer saber das notícias quentinhas, ainda mais as notas de bastidores da política, tão efervescentes na cidade.

Aberto em julho de 1992 e idealizado pelo empresário Dijalma José Moda e o diagramador Elias Carneiro, o antigo “Paulínia Em Foco” informava sobre cotidiano, política e eventos sociais. Na época, Walter Costa cuidava da parte comercial. A união com o jornalista icônico Miguel Samuel aconteceu por intermédio de um amigo em comum. Miguelzinho, como é conhecido, estava saindo do Jornal Vale Paraibano e – depois de ter concluído faculdade na PUC, de Campinas, e trabalhado no Diário do Povo – queria um projeto mais intimista, um jornal pequeno, onde tivesse mais identificação com a cidade e os leitores.

Dois anos depois, o jornal já encorpado se tornou o primeiro colorido de Paulínia. Nascia O Cromo para mudar a rotina dos leitores paulinenses. Saiam duas edições por semana e cobria nove cidades da região, tudo elaborado por 25 funcionários. “Foram anos de glória!”.

Dijalma, Miguelzinho e Elias vivenciaram os processos que mudaram as redações do mundo inteiro. Na época o trabalho era arcaico e praticamente artesanal para imprimir as páginas quando o computador estava surgindo e não havia internet. “A gente escrevia tudo na máquina de escrever, depois recortávamos e colávamos numa folha, depois precisava levar pessoalmente até a gráfica. Hoje tudo é feito muito rapidamente, depois do fechamento, poucas horas depois, recebemos os fardos”, explica Dijalma.

Com o computador e todos os recursos que enxugaram as redações, Elias aprendeu rapidamente os recursos mais modernos e com a digitalização o processo ficou mais fácil. Miguelzinho também lembra de como aquela época mais árdua moldava excelentes profissionais,que precisavam de maior capacidade de apuração e desenvolviam memória invejável. Ao mesmo tempo, travou uma batalha pessoal desde que se formou para provar sua capacidade, já que tem uma deficiência no braço esquerdo e precisava datilografar e digitar com velocidade, usando apenas uma mão.

Inclusive essa luta fez o jornalista ingressar na militância. Hoje é presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e tem projetos futuros para ministrar palestras de superação. Outro plano é transformar sua coluna Política de Bastidores em um livro. Ela começou como Radar, a primeira coluna de bastidores de Paulínia. Sempre polêmico, Miguelzinho se orgulha de manter uma coluna há mais de 20 anos, lida por todos que querem saber mais de política.

“Dupla Dinâmica”: a amizade fraterna de Dijalma e Miguelzinho é um dos fatores que fazem O Cromo impresso circular até hoje

Dupla Dinâmica

A amizade fraterna de Dijalma e Miguelzinho é um dos fatores que fazem O Cromo impresso circular até hoje, mesmo após dificuldades e mudanças no estilo de fazer jornal. Atualmente o periódico é tocado só pelos dois. Ambos se orgulham de como a redação serviu de escola para muitos jornalistas que ali começaram e fizeram carreiras. E citam tantos outros nomes importantes que assinaram reportagens nas páginas do veículo. Entre os nomes está Edgar Castellón, fotógrafo conhecido em Paulínia que clicou para O Cromo por 14 anos, e os colunistas Mizael Marcelly e Tuim Nelly.

Dijalma nasceu há 62 anos, na Fazenda São Francisco, na área da Rhodia. Dentre suas memórias mais carinhosas de Paulínia está a inauguração da primeira Prefeitura, onde hoje funciona o Fórum da cidade. Ainda menino começou a participar ativamente dos eventos que mudaram a vocação daquela então pequena cidade.

O evento de Paulínia que mais chamou atenção do diretor Dijalma foi a inauguração da Câmara Municipal, em agosto de 1993, suntuosa e enorme já naquela época. “Paulínia já começou promissora, sempre teve vocação para ser grande”. Naquela época O Cromo foi chamado para discutir ideias de como a Câmara poderia atrair munícipes para o plenário, que também poderia ser usado para eventos culturais.

Já para Miguelzinho, o momento mais marcante da história paulinense foi a inauguração do Complexo Brasil 500, na região em que a população nem imaginava o futuro que teria comas posteriores instalações da Prefeitura Municipal e do Theatro Paulo Gracindo, m dos mais modernos do país. “Tudo começou com o Sambódromo e o Pavilhão de Eventos no meio do nada. Era difícil conceber as obras que ainda viriam”, relata o jornalista que depois viu os festivais de cinema e sua devida repercussão. “Hoje nos acostumamos muito à nova paisagem e esses prédios se tornaram cartões postais de Paulínia”.Outro momento de grande destaque internacionalmente vivenciado pelos dois foi a implantação do Programa Lixo Zero.

“Paulínia se desenvolveu demais e rapidamente surgiram grandes avenidas, os balões, os bairros cresceram e o bom dos condomínios demonstra isso”, observa Dijalma. Miguelzinho completa “Paulínia é realmente uma cidade privilegiada, é referência! Sinto–me extremamente honrado de ter vivido grandes momentos e passar para a população cada informação que apurei. Sem dúvida este legado traz muito orgulho para nós dois”.

Paulínia atraiu gente muito trabalhadora,com grandes ideias e empreendedores de todos os tipos, por isso o reconhecimento destas pessoas de valor é tão importante. “O troféu Chamas do Progresso foi pensado por outro homem visionário, que está deixando seu nome na história. Parabéns à iniciativa do diretor da Revista ZAP, Adilson Alves”, frisam os homenageados, que receberam o prêmio em nome do Cromo como Destaques do Ano na Categoria Imprensa.

Os idealizadores do jornal finalizam com sinceros agradecimentos a todos que contribuem ou já contribuíram como periódico, desde os empresários,anunciantes e a cada foca (jornalista iniciante) que passou pela redação. “E não poderíamos deixar de agradecer a Sra. Elen Giuzio Moda, esposa de Dijalma, professora, revisora do jornal, parceira desde os primórdios, e que sempre nos incentivou, mesmo nas fases mais difíceis”.

Reconhecimento: pela sexta vez consecutiva, Jornal O Cromo recebeu o troféu Chamas do Progesso durante o ZAPfest